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O Presidente do Sindicato, Daniel Antoniolli, apresentou nesta quarta-feira, 21/5, o planejamento estratégico para o turismo de Porto Alegre no Fórum Porto Alegre, Uma Visão de Futuro, promovido pela Câmara Municipal de Porto Alegre.

Entre as ações do plano, citou o reforço da imagem de Porto Alegre como a Capital brasileira da qualidade de vida; maior exploração de eventos; construção de um equipamento de grande porte para abrigar tais eventos; repasse de parte do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) para criação de um Fundo Municipal de Turismo; reforço na segurança percebida pelo turista; melhoria na sinalização e orientação ao turista; recuperação da orla do Guaíba; e criação de uma agência público-privada, com ações negociadas em Bolsa, para gerenciar ações de turismo na cidade.

O presidente também afirmou que o Brasil como um todo precisa aprender a explorar mais o turismo. "O turismo representa 10% do PIB mundial. No Brasil, representa apenas 3%." Acrescentou que o turismo é uma atividade que requer pouco investimento, tem custo baixo de emprego e distribui renda. Revelou que as pesquisas mostram que 60% dos gastos dos turistas ocorrem no comércio. "Um investimento público na área retorna triplicado para a Prefeitura no prazo de dois anos, via ISS e ICMS, “ disse.
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Categoria que emprega 200 mil gaúchos está fora das discussões

    Excluído pelo Governo do Estado das negociações referentes ao reajuste do piso salarial, o setor de hotéis, bares e restaurantes do Rio Grande do Sul, através do Sindicato da Hotelaria e Gastronomia de Porto Alegre (SINDPOA), enviou correspondência a todos os deputados estaduais alertando sobre as repercussões negativas do projeto enviado a Assembléia.

    Pelos cálculos do setor, o piso regional, desde que foi criado em 2001, teve aumentado gradualmente o seu valor real em 25,35% acima da inflação, sendo este aumento 8,45 pontos percentuais acima do crescimento do PIB do Estado, no período que foi de 16,9%. “O aumento dos salários é sempre desejável, porém deve acontecer dentro de um quadro econômico sustentável e com crescimento econômico o que não vêm ocorrendo. Como proposto, só será gerada mais inflação”, argumenta o presidente do Sindicato, Daniel Antoniolli.

    Para o empresário, as centrais sindicais de trabalhadores, de forma astuta, utilizam-se da comparação com o Salário Mínimo Nacional, que é uma medição que não faz sentido, pois o mesmo não é parâmetro para medir inflação.

    - Se fosse para fazer comparações esdrúxulas poderia ser utilizado o dólar como parâmetro para o crescimento do piso. Pela moeda americana o piso regional em 2001 seria de U$ 104,54 e hoje, pela proposta do governo, irá valer U$ U$291,28, ou seja, quase triplicaria o seu valor real – afirma Antoniolli.

    Na correspondência aos deputados, o Sindicato alerta para o fator inflacionário do reajuste pretendido. Para os empresários, os aumentos indiscriminados do piso que levam em conta apenas os aspectos políticos e não técnicos, irão gerar forte impulso inflacionário e reforçar a atual tendência de aumentos dos preços vigentes, principalmente num setor sensível como o da alimentação, que irá anular os ganhos salariais obtidos.

    Em relação a alegação do Governo do Estado de que o diálogo está sendo feito com o setor empresarial através das Federações, Daniel Antoniolli afirmou que essa categoria não está abrigada legalmente em nenhuma das entidades gaúchas e sim a Federação Nacional dos Hotéis, Bares e Restaurantes, com sede no Rio de Janeiro e que, mesmo sendo presidida por um gaúcho, igualmente não foi convidada. Diferentemente do ocorrido em anos anteriores onde tanto o Sindicato como a Federação apresentou seus argumentos.
             
    - O setor que representamos, desenvolve suas atividades com o emprego massivo de mão de obra, tendo na folha de pagamento com seus pesados encargos, disparadamente seu maior e principal custo. São mais de vinte mil empresas no Estado, 95% pequenas e médias, que empregam mais de 200.000 pessoas. No ano passado, por delegação de toda a categoria, negociamos com o governo. Hoje a Casa Civil não quer ouvir os nossos argumentos. Talvez seja porque o critério político está acima do técnico - completou Antoniolli.

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Nesta quarta-feira, 14/5, o Secretário do Planejamento Municipal, José Fortunati, apresentou o Relatório Orla a empresários da hotelaria e gastronomia de Porto Alegre. O encontro aconteceu durante reunião da diretoria do Sindicato de Hotelaria e Gastronomia de Porto Alegre (SINDPOA) e faz parte de uma agenda para debater com a sociedade as possibilidades de melhor aproveitamento da área à beira do Guaíba. “Queremos ter uma relação ativa quando se trata de qualificar a orla”, afirmou o Secretário. Segundo Fortunati, a etapa de diálogo com a população irá enriquecer o debate e fomentar a participação.
O arquiteto Marcelo Allet, coordenador do GT-Orla, responsável pela elaboração do estudo realizado junto com outras secretarias do Município, acompanhou o Secretário. O Relatório Orla identifica problemas, analisa oportunidades e aponta possíveis soluções para a área da Usina do Gasômetro até a chamada Ponta do Dionísio, totalizando 7.2Km de extensão.
Segundo o presidente do Sindicato, Daniel Antoniolli, a iniciativa deve ser incentivada em todos os sentidos. “Pela primeira vez a Orla é pensada de uma maneira global e não somente a partir de idéias específicas”, afirmou. Para o Presidente, esse trabalho  é muito bem vindo, principalmente no momento em que a categoria, através de seu Sindicato, está voltada  para a implementação do Planejamento do Turismo  de Porto Alegre, onde essa iniciativa é complementar, assim como a revitalização do cais do porto.
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"Quem não estiver preparado ficará pelo caminho”, alerta presidente do SINDPOA
    Uma das prioridades da atuação do Sindicato, além da forte defesa da categoria, tem sido a qualificação de empresários e de funcionários que atuam junto ao setor. Lançado em outubro de 2007, o projeto do primeiro Pólo Gastronômico de Porto Alegre é um exemplo objetivo desta prática que envolve uma verdadeira força-tarefa de entidades voltadas exclusivamente a melhorar os processos de gestão e, por conseqüência, os serviços e a rentabilidade das empresas que aderiram ao programa. “O Pólo é um dos resultados práticos do trabalho do Comitê Setorial de Turismo que têm o SINDPOA como entidade coordenadora”, afirma a Superintendente Geral do Sindicato, Maria Isabel Nehme. A iniciativa nasceu no âmbito do Sebrae do Rio Grande do Sul que têm no Pólo um projeto prioritário, sendo gerenciado pela regional metropolitana da entidade.

    A importância deste trabalho pode ser medida pela da relação de  entidades integrantes desta “força-tarefa”, mobilizadas pelo Sindicato e destaques na área em que atuam: Sebrae, Senac, Senai e o PGQP, além da Abrasel, ABIH e a Faculdade de Turismo da PUC. Na semana passada, em reunião realizada na Universidade Sebrae de Negócios (USEN), foi dado mais um passo desta iniciativa. Na oportunidade, as  40 empresas que aderiram ao programa conheceram os critérios de avaliação do Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade e que buscam a excelência nos serviços. Ministrado por consultores do PGQP a palestra tratou do início do sistema de qualidade que é a “auto avaliação da gestão” da empresa. Trata-se de um questionário muito simples que permite aferir o grau de organização atual da empresa nos critérios de Liderança, Estratégias e Planos, Clientes, Sociedade, Informações e Conhecimento, Pessoas, Processos e Resultados da Organização.

    Para a superintendente do Sindicato o momento é muito adequado para este trabalho. A categoria deverá estar preparada para muitos desafios importantes que existem pela frente como a recepção de milhares de turistas que visitarão Porto Alegre na época da copa do mundo em 2014, por exemplo. “Imaginem um público muitas vezes superior ao Fórum Social Mundial circulando pela cidade e a repercussão que isso trará aos negócios”, ressalta Maria Isabel.

    Segundo o presidente Daniel Antoniolli, entusiasta destes esforços, a participação de todas as empresas gaúchas do setor é imprescindível, já que trata da sobrevivência de cada um.

    - Estamos falando aqui de dois tipos de empresa: as que aderirem aos programas de qualidade e sobreviverão e as outras que acham que isso não é para elas e ficarão pelo caminho, atropeladas e engolidas pela concorrência – alerta.

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A criação de uma empresa privada de capital público para gerir o turismo da Capital foi a sugestão apresentada pelo presidente do Sindicato da Hotelaria e Gastronomia de Porto Alegre, Daniel Antoniolli, aos participantes do encontro promovido esta semana pela Prefeitura de Porto Alegre, que debateu ações de qualificação da região central da cidade. Pela proposta, a Poatur (nome sugerido) seria integrada por entidades públicas e privadas, com ações negociadas na Bolsa de Valores. ''Apenas com uma empresa deste tipo, com a participação societária de todos os agentes interessados no desenvolvimento de Porto Alegre, mas com gestão privada, profissional e comprometida com resultados, é que teremos o encaminhamento de medidas que irão transformar o potencial turístico da nossa capital em realidade", explica Antoniolli. Segundo o empresário, a Poatur foi idealizada como a instância de governança do Planejamento Estratégico do Turismo de Porto Alegre.

EM ANDAMENTO

Antoniolli lembra que o Planejamento Estratégico do Turismo de Porto Alegre foi formatado há dois anos com a participação do trade turístico, com a finalidade de transformar Porto Alegre em um centro internacional. A revitalização do Porto da Capital, em processo de licitação, está entre as ações definidas como prioritárias.

Correio do Povo - 10/05/2008 - página 15 - Economia 


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