Carla Tellini conduz debate sobre os rumos do setor de food service em 2026 na Jornada ANR
A vice-presidente do SINDHA e coordenadora do Comitê Nacional de Restaurantes da ANR, Carla Tellini, assumiu a mediação de um dos painéis mais aguardados da Jornada ANR, realizada nos dias 14 e 15 de abril: o debate “Perspectivas e desafios para o ano de 2026”. Reconhecida por sua atuação estratégica no setor de comunicação voltado ao food service, a dirigente conduziu uma conversa que reuniu três nomes de peso do mercado: Erik Momo, presidente do conselho diretor, estratégico e fiscal da ANR e presidente da 1900 Pizzeria; Fernando Blower, presidente executivo da ANR, presidente do SindRio e sócio do Yayá Comidaria; e Rodrigo Testa, CEO do Grupo Ráscal.
Com a habilidade de quem conhece profundamente as engrenagens do segmento, Carla abriu o debate provocando os convidados sobre as expectativas para os negócios em 2026. A resposta veio em tons diferentes. “O segmento de pizzarias vive um momento de pujança, com premiações e tudo”, destacou Momo, que ponderou, na sequência: “O atual patamar da Selic, no entanto, é um freio para a economia toda. O cenário só é favorável para quem tem como fazer investimentos que não estão atrelados à taxa básica de juros”.
Fernando Blower assumiu uma postura mais cautelosa. “Algum crescimento virá, mas a pressão inflacionária, puxada pela alta dos combustíveis, não é nada desprezível. É um ano de ajustes nas operações, o que tende a achatar as margens de lucro ainda mais”, afirmou.
Conduzindo o debate para um dos temas mais sensíveis do ano, Carla levou o trio a avaliar o impacto da Copa do Mundo de 2026 no setor. A reação foi unânime — e contrária à euforia que costuma cercar o evento. “Para o meu negócio, é uma desgraça”, admitiu Blower. “Eventos do tipo quebram a dinâmica das cidades, o que costuma se traduzir em menos gente nos restaurantes. É nos bares ou em casa, afinal, que as pessoas costumam conferir as partidas”.
Rodrigo Testa reforçou o diagnóstico com um dado histórico do Grupo Ráscal. “A Copa do Mundo é desastrosa para nós. Historicamente, faturamos entre 30% e 40% a menos no mês do Mundial”, revelou o CEO, que, em tom de bom humor, contou que o diretor financeiro da empresa costuma torcer contra o Brasil durante a competição — o movimento nos restaurantes só é normalizado quando a Seleção é eliminada do torneio.
Ao longo da conversa, Carla Tellini articulou o diálogo qualificado entre lideranças do setor, versando sobre juros, inflação, margens e o comportamento do consumidor em um ano marcado por eventos que historicamente desafiam a operação dos restaurantes.
Assessoria de imprensa | SINDHA